Este Blog destina-se a realização de atividades e interação entre os membros do curso Gestão de Políticas Públicas em Gênero e Raça - GPPGR, em especial os componentes do grupo 4, bem como todo aquele ou toda aquela que quiser expor suas ideias a respeito do tema "Igualdade de gênero, raça / etnia na educação formal".

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quinta-feira, 31 de maio de 2012

A Construção de Políticas Públicas em Gênero e Raça


www.sepm.gov.br

Pronunciamento da Ministra Luiza Bairros na I Cúpula Africana Global sobre a Diáspora







Pronunciamento da Ministra Luiza Bairros na I Cúpula Africana Global sobre a Diáspora



Evento ocorreu na cidade de Joanesburgo, África do Sul, em 25 de maio. Abaixo o pronunciamento da Ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Bairros 


"É para mim um motivo de grande satisfação poder representar a Senhora Presidenta Dilma Roussef nesta I Cúpula Global sobre a Diáspora Africana. 
Gostaria de parabenizar a União Africana pela decisão de convocar esta Cúpula e o Governo sul-africano pela organização do evento. Aproveito a oportunidade para felicitar todos os presentes pelo Dia da África, celebrado hoje, dia 25 de maio. 

Esta Cúpula é parte importante de um processo que tem aproximado o continente africano de sua diáspora, desde a Conferência da Diáspora Afro-Caribenha, em 2005, em Kingston. As iniciativas que se seguiram têm contribuído para fortalecer um diálogo permanente entre a África e sua Diáspora, ampliar o conhecimento mútuo, bem como para promover uma maior cooperação para o desenvolvimento entre todas as partes envolvidas. 

O Brasil, com uma população de 97 milhões de afrodescendentes, não poderia ficar fora deste processo. Tivemos a honra de sediar a II Conferência de Intelectuais da África e da Diáspora, em 2006, em Salvador, numa demonstração da prioridade atribuída pelo Governo brasileiro às relações com a África. 
Mais recentemente, com o propósito de evidenciar o papel dos africanos e seus descendentes na formação econômica, social e cultural das Américas e do Caribe, sediamos, também em Salvador, em novembro de 2011, a Cúpula Iberoamericana de Alto Nível em Comemoração ao Ano Internacional dos Afrodescendentes. 

Na ocasião, buscou-se ampliar o conhecimento da situação vulnerável na qual a maioria dessa população vive e recomendar estratégias nacionais, regionais e internacionais para a eliminação do racismo e a superação das desigualdades raciais. 

As relações entre o Brasil e a África atravessam um momento especial. Estamos entre as regiões que mais crescem no mundo e nossas relações econômico-comerciais têm refletido esse bom momento. O comércio entre nossos países passou de 4,2 bilhões de dólares, em 2000, para 27,6 bilhões, em 2011. Nesse momento de crise econômica internacional, a intensificação de nossa cooperação torna-se ainda mais importante. 

O Governo brasileiro tem estreitado sua parceria com a NEPAD, ao reconhecer esta agência como essencial na definição das linhas gerais da agenda africana de desenvolvimento. A parceria brasileira com a NEPAD busca tornar mais coerente e articulada a cooperação já desenvolvida, de acordo com as demandas e prioridades estabelecidas pelo próprio continente. 

Hoje, celebramos o dia da África com o esforço conjunto desta Cúpula para afirmar as múltiplas dimensões da histórica contribuição africana para as Américas e o Caribe, as quais devem ser atualizadas e revigoradas num processo contínuo de diálogo entre as nossas sociedades. Para reconhecer a riqueza dos nossos vínculos, que no Brasil se expressam pela forte presença cotidiana de valores de cultura e de civilização vindos de diferentes matrizes africanas. 

Desta perspectiva, o futuro comum da África e sua diáspora vincula-se também à eliminação dos mecanismos de reprodução da pobreza e da exclusão social que marcam a experiência dos afrodescendentes nas sociedades que ajudaram a construir fora do continente africano. 

O Brasil tem buscado avançar no reconhecimento e valorização de sua população afrodescendente, por meio do enfrentamento ao racismo e seus efeitos na vida das pessoas, a exemplo da extrema pobreza, da violência, que vitima tantos jovens em nossas periferias urbanas, e da garantia de direitos a comunidades tradicionais de matriz africana. 

A superação dos obstáculos que se colocam para a plena realização da população afrodescendente é uma questão nacional, posto que define o rumo da sociedade brasileira e o lugar que o país ocupará no mundo. O Brasil só se tornará um país efetivamente democrático, quando for capaz de promover o desenvolvimento igualitário para todos. Isso requer o fim das desigualdades raciais, o núcleo duro das nossas desigualdades. 

A criação da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, em 2003, a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura africana e afro-brasileira, e a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial, em 2010, foram importantes marcos napromoção da igualdade racial. Mais recentemente, a histórica decisão unânime do Supremo Tribunal Federal (STF) pela constitucionalidade das ações afirmativas criou fundadas expectativas de que o Brasil poderá elevar as politicas de inclusão social a um novo patamar. 
Para o Brasil, a realização desta I Cúpula Africana Global sobre a Diáspora reveste-se de um significado especial, no contexto da recente instituição pelas Nações Unidas da Década dos Afrodescendentes, a partir de 2013. Com o lema Reconhecimento, Justiça e Desenvolvimento, a Década será um importante impulsionador do processo construído a partir desta Cúpula. 

Nossa missão, portanto, só findará quando pudermos reunir em objetivos e realizações o que foi separado por processos históricos que, apesar de violentos, não destruíram a certeza de que a África e sua diáspora fazem parte de uma mesma comunidade de destino. 
Muito obrigada." 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A IMPORTÂNCIA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS NA LUTA CONTRA AS DESIGUALDADES DE GENERO

                                          PROJETO GÊNERO E DIVERSIDADE NA ESCOLA
http://www.ead.ifpa.edu.br/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=115&Itemid=278&lang=pt TER, 29 DE SETEMBRO DE 2009 12:15

PROMOÇÃO DA IGUALDADE

AÇÃO AFIRMATIVA E O PRINCÍPIO DA IGUALDADE


http://thellesnews.blogspot.com.br/2012/02/industria-do-racismo-em-decadencia.html

EXCLUSÃO SOCIAL

Exclusão Digital um fato real


Hoje em dia não da mais pra dizer que a exclusão digital e só um problema de falta de recursos da parte publica ou somente ignorância de um povo mais sim um fato real que aflige o mundo. Em um Planeta onde mais de 1 bilhão de pessoas utilizam a rede não e de forma alguma inconcebível que um povo globalizado não tenha um bom domínio na informática e nos seguimentos que a rede possibilita.
Mas esse problema não e só um fator digital mais esta inteiramente ligada à exclusão social. De fato nos países onde a exclusão digital e mais abundante e também onde os maiores índice de exclusão social são mais preocupantes, falta de saneamento, instalações elétricas, desemprego e claro a miséria por si só são fatores primordiais para entender a exclusão digital, não e possível haver inclusão digital se os direitos básicos aos povos desse mundo de grandes possibilidades mais também de grande injustiça social.
Mais o Brasil esta andando mesmo que seja a passos não muito rápidos. O Brasil aparece na nona colocação, com mais de 27,6 milhões de pessoas conectadas, ou 2,7% do total mundial. Onde em países com grande desenvolvimento os índices são maiores. Um em cada seis usuários está na China (180 milhões), seguida pelos Estados Unidos (163 milhões). O Brasil, apesar de todo o progresso tecnológico, tem aproximadamente 4% da população com acesso à Internet.
Esses fatos mostram como estão completamente ligadas a exclusão digital da exclusão social no mundo. Na África o deserto tecnológico é grande, levando-se em consideração que menos de 30% da população estão nas grandes cidades. Em um continente que reúne mais de 10% dos habitantes do mundo, há 0,31 computador e 2,2 telefones para cada 100 habitantes, torna-se difícil uma política de desenvolvimento com base na tecnologia da informação. Por tanto uma mudança drástica nesse sentido de inclusão social e primordial para inclusão digital. 

http://kartilhadigital.wordpress.com/2010/06/18/exclusao-digital-um-fato-real/

Edna